09 agosto 2008

Hora e Espera

Andante descalça,
de ombros caídos
com teus passos soltos,
fingindo não mapear o relógio,


Que horas são?

Á esperar por hora clara, certa...
que ela se acertasse

e que fosse pontual...

Que fazes hora contigo?

O relógio percorre todo círculo,
e a minha hora desencontra

o ponteiro, não a achas...
salta o ponto,
como se este fosse precipício,

meu olhar indo distanteee...
voltando e nada trazendo,

e de novo repetia, ia... e nada!

Éramos apenas nós em circunferência,
ele o ponteiro,

e "em curtos" o meu juizo...

Em vão eu tateava o pensamento,
faltavam peças no relógio,
ou em minha engrenagem,

buscando aquele ponto de encontro (.)
que outrora fazíamos?


A hora á abraçar a espera
que não existia, mas, é tarde!
A hora esquecida adormeceu,
o ponteiro certeiro partil,

e a espera, é fértil...

Vera Lúcia Bezerra

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