Flor do serradoPlanto-me no calor
desse chão
pra enganar meu coração,
é certo que esse “ar" é
quente demais, é só venta,
e vais!!...
Queria mesmo era estar ai,
“deitar-me no capim
do seu jardim”
seria tão bom dormi,
ou simular uma sena
quase assim...
"Sentir o aproximar das tuas mãos
tocar o vermelho desse chão,
e ouvir um resmungado de si,
ao arranhar os teus dedos em mim"...
Bem que poderia cair,
uma das sementes despeça,
dessas que parecem bailarinas...
E se plantar na cintura da menina,
ver o germinar e o enraizar...
crescer, florir e fazer sombra,
pra que tu possas aqui descansar,
na fartura do abraço que te ronda...
* Vera Lucia Bezerra
* imagem google

Um comentário:
Quando a poesia vai fluindo
tristeza indo alegria vindo
Nunca se sabe
onde vai parar...
Pra lá e pra cá voam as rimas
fazem razantes aos pés das meninas
que só estão ali
para aprender a voar...
beijinhoss
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