A canção não se firma,se despede a maestrina,
guarda os braços, e o coral se senta.
Arrisco um fiasco de voz,
mas a minha garganta
craquela, inaudível...
trava o coro seco de paixão,
e os teus ouvidos nem ouviram...
"CoUro sEco" tem beleza não?
A língua sedenta se emborca á fonte hibisco,
o carmim das teias eriçam, e "branco fica”,
te vejo envergar á uma outra platéia...
Noutra arena, o encanto,
toma o “Aplauso das mãos”...
“atrás do palco, me amargo fel”
universo despeço...
Talvez assista a nebulosa em meus olhos,
Talvez minta, não vê as bolhas dos meus pés,
marchando no tira teima,
talvez essa versão te surta o corpo...
e não mais foque a tua imagem, noutra fonte...
Vera Lúcia Bezerra

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