Chama água... Ainda abro a porta desta
comporta e regurgito
“ou engulo de vez”
esse apelo mais que meio,
Flor em chamas
“só chama” águaaaa...
"só a imaginação crer”,
nestes vôos no leito,
de borboletas,
de beija flores e
de quero, quero...
O seio se desnuda com a seca,
Chora a rosa, chora a esperança,
E o “louva deus” no roseiral...
O caule curva-se diante a estiagem,
a folhagem treme e amarelam,
os espinhos despontam
e os botões se apequenam ainda mais
Fiz fumaça, dancei descalça,
pedi chuva ao tupã! “e nada”
nadam apenas as meninas dos meus olhos,
Torra o chão,
torra até o caminho do grotão!
E o jardim não mais floriu
* Vera Lúcia Bezerra

Um comentário:
Se florisse meu jardim rosas delicadas brotariam nas hastes, textura de veludo macio, perfume de damas da noite em noite quente de lua crescente...
Lindas, as poesias ficam acanhadas diante da beleza e doçura da pele do poeta...
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