08 agosto 2008

Conflito

O olhar não faz jus á criatura,
Cheia de crenças

Pudera ao menos uma mão
arcaica abrindo covas,
plantando regas de esperança,
assim; como é o horizonte,
“cheio de olhos verdes”,
“formosura sem moldura”

Eu vejo “eras”, e é
gritante o reforço do verbo
na pele judiada do
sujeito... “Eras”
sem o valor que o preze.

“Só”, o Cícero é rogando,
quem mais titularia o altar
por oferendas tão calejadas,
por dobradiças cheias de fendas
“que mal se sustentam”?

O olhar é um espírito crítico...
Na ponta do tato, redemo“inhos”,
que não empoeiram o planalto,
a boca que avisto, tem o fundo negado,

"quase de encontro ao chão”.

*Vera Lucia Bezerra

Um comentário:

Carmen Regina Dias disse...

Se germinassem lírios,
não seriam tão branquitos,
se se abrissem botões de amor perfeito, seriam imperfeitos,
se as petúnias exalassem seu
aroma, não seria tão perfumado.
Se o cetim fosse macio, nem seria
o bicho, nem seria tanto quanto
a pele do poeta.